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Burnout.

Quando o cansaço não passa
Fotografia
O burnout raramente acontece “de repente”. Na maioria das vezes, é o resultado de muito tempo a viver em esforço: a aguentar, a resolver, a ser eficiente, a não falhar, a não incomodar. Durante um período, parece que “ainda dá”. Até ao dia em que o corpo e a mente começam a cobrar a conta.
Muitas pessoas descrevem o burnout como um cansaço diferente: não é só físico. É um esgotamento emocional, uma perda de vitalidade, uma sensação de que algo dentro de si ficou sem espaço — e, às vezes, sem palavras.
Como o burnout se sente (por dentro)
Há frases que aparecem muitas vezes:
  • “Durmo, mas acordo cansado/a.”
  • ​“Estou sempre a correr e nunca chega.”
  • “Já não tenho cabeça para pensar.”
  • “Fico irritado/a com coisas pequenas.”
  • “Sinto-me distante, como se estivesse ‘desligado/a’.”
  • “Já não me reconheço.”
E há uma parte que costuma doer em silêncio: a culpa. Culpa por não estar “a dar conta”, culpa por precisar de parar, culpa por sentir que está a falhar quando, por fora, sempre foi a pessoa que segurava tudo.

Sinais comuns (corpo, mente e relações)
O burnout pode aparecer de várias formas:
  • No corpo: exaustão persistente, tensão muscular, dores de cabeça, sintomas gastrointestinais, sono desregulado (insónia, acordar a meio da noite, sono pouco reparador), sensação de estar “em esforço” mesmo em tarefas simples.
  • Na mente: dificuldade de concentração, esquecimentos, “nevoeiro”, sensação de estar sempre atrasado, sempre em dívida, perda de clareza para decidir, planear e priorizar.
  • Na vida emocional e relacional: irritabilidade, impaciência, menor tolerância, distanciamento emocional (“não sinto nada” / “não quero falar com ninguém”), menos prazer, menos interesse, menos ligação.

Uma leitura relacional: o que costuma estar por trás
Às vezes o burnout parece “só trabalho a mais”. Mas, com frequência, há também uma forma de relação com o trabalho e com os outros: um padrão em que o valor pessoal fica demasiado colado ao desempenho.
Alguns sinais desse padrão:
  • Sentir que tem de corresponder para ser reconhecido.
  • Medo de desapontar, de perder respeito, de ser criticado.
  • Dificuldade em pedir ajuda (porque pedir ajuda parece fraqueza, dependência ou “dar trabalho”).
  • Perfeccionismo, autoexigência, e uma voz interna que raramente descansa.
  • Hábito de colocar necessidades próprias “para depois”, que acaba por nunca chegar.
Nestas histórias, o corpo muitas vezes torna-se o primeiro a dizer “não”, quando a pessoa ainda não consegue dizer “não” por si.

Burnout, ansiedade e depressão
Podem coexistir e sobrepor-se. Se sente desesperança intensa, pensamentos de autoagressão, aumento de consumo de álcool/substâncias, ou incapacidade de funcionar no dia a dia, procure ajuda com prioridade.

O que ajuda (sem transformar a vida numa lista de tarefas)
Quando estamos em burnout, a tentação é tentar resolver com mais força: mais controlo, mais disciplina, mais “vou aguentar”. Só que o burnout costuma ser precisamente o ponto em que “aguentar” já não é solução.
Recuperar passa, muitas vezes, por duas mudanças (em ritmos diferentes):
  • Criar espaço por fora: reduzir sobrecarga onde for possível, renegociar limites, cortar o que é dispensável, pedir apoio, recuperar rotinas mínimas.
  • Criar espaço por dentro: compreender porque é tão difícil parar; porque é que descansar dá culpa; porque é que dizer “não” parece perigoso; e o que a sua vida tem pedido (há demasiado tempo) sem ter lugar.

Como a psicoterapia pode ajudar 
Em psicoterapia, o objetivo não é só “voltar a produzir”. É compreender o sentido deste esgotamento na sua vida: o que tem sido exigido, engolido, calado ou sustentado em solidão. Muitas vezes, o burnout é um sinal de que a forma de estar em relação (com o trabalho, com as pessoas e consigo) ficou rígida e demasiado pesada.
Numa perspetiva relacional, o trabalho é feito a dois: num espaço estável e seguro, vamos reconhecendo padrões (culpa, autoexigência, medo de desapontar, dificuldade em pedir) e construindo alternativas mais sustentáveis — não como “técnicas”, mas como uma experiência interna diferente, que ao longo do tempo se torna mais sua.

Marcar consulta (Lisboa e Online):
https://www.diogocapela.org/psicologo-lisboa.html

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FAQs:

Burnout é o mesmo que “estar cansado”?
Não. Cansaço costuma melhorar com descanso. No burnout, o descanso muitas vezes não chega, porque o sistema está esgotado e em esforço há demasiado tempo.
Porque é que fico irritado com quem mais gosto?
Porque a capacidade de regulação fica no limite. Quando o sistema está saturado, o que antes era tolerável passa a ser demais.
E se eu não puder reduzir trabalho agora?
Mesmo quando não dá para mudar “o grande”, costuma dar para mudar “o pequeno”: limites de horário, pausas reais, reduzir multitasking, delegar uma tarefa, dizer um “não” por semana, ou negociar um prazo específico.
“Só férias” resolvem?
Podem ajudar a baixar o nível de alarme, mas se voltar às mesmas condições e ao mesmo padrão interno sem ajustes, o burnout tende a regressar.
O burnout pode estar ligado a relações, e não só ao trabalho?
Sim. Às vezes o trabalho é o palco onde o padrão aparece, mas a raiz pode incluir medo de falhar, necessidade de reconhecimento, dificuldade em depender/pedir, ou um hábito antigo de “ter de ser o forte”.
A psicoterapia ajuda mesmo se o problema for “externo”?
Ajuda, porque trabalha a forma como o externo é vivido por dentro: culpa, limites, medo, autoexigência e padrões relacionais que mantêm o ciclo.
Quando devo procurar ajuda urgente?
Se houver pensamentos de autoagressão, desespero intenso, consumo de substâncias a aumentar, crises muito frequentes, ou incapacidade de funcionar, procure ajuda com prioridade.
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